A história dos autómatos, andróides
e animais artificiais

Extracto do vídeo : 56 K ou 512 K (com Windows Media Player)
(Exemplo da réplica do pato autómato criado por Vaucanson).

Este extracto provem do filme "Os andróides dos Jaquet-Droz".
Este filme e muitos outros autómatos e andróides
estão disponíveis na versão portuguesa, na tua loja online.

Segundo o dicionário Larousse, um autómato é "uma máquina que, por meio de dispositivos mecânicos, pneumáticos, hidráulicos, eléctricos ou electrónicos, é capaz de imitar gestos, como os de corpos animados." Em contrapartida, designa-se pelo termo "andróide" todo autómato de rosto humano.

De maneira mais elaborada, o andróide é dotado de movimentos e dimensões que copiam perfeitamente a natureza.

Um autómato passeador
Animação flash

O século XVIII época dos andróides
e dos animais artificiais

Os verdadeiros autómatos nasceram em pleno século das luzes, com a arte da relojaria. Esta época, dominada pelo espírito científico, e, mais precisamente, pela concepção biomecânica do ser humano, vê nascer numerosas criaturas artificiais que tentam copiar, com exactidão, a natureza: andróides e animais mecânicos são, deste modo, realizados por relojeiros-mecânicos atirados para a medicina e ciências naturais. O objectivo não é de

entreter, mas fazer progredir a ciência, rodeando-se de médicos e de chirurgicos, na elaboração de diferentes órgãos artificiais. Os grandes realizadores de autómatos desta época são: Vaucanson, Friedrich Von Knauss, o barão Von Kempelen, Pierre e Louis Jaquet-Droz, o abade Mical e Kintzing.

Cada um dos seres artificiais realizados no século XVIII representavam generalmente uma peça única, que resultava de um longo e fastidioso trabalho de elaboração. Mas, o resultado ficava impressionante: numerosos andróides, muitas vezes, bastante complexos e transbordados de funções bem reais, foram construídos: autómatos escritores, desenhadores ou músicos.

Um elefante autómato
Animação flash

Os animais artificiais, nascidos, eles também, desta filosofia, tinham um comportamento que imitava, quase perfeitamente, o mundo animal: pavões, insectos, cães, cisnes, rãs, elefantes, lagostins e patos constituiam, entre outros, o animaleijo destes criadores - zoologistas.

1800 - 1850
A época dos mágicos - mecânicos

Robert-Houdin e seus autómatos
Robert-Houdin e os seus autómatos. Documento de Jean-Luc Muller.

Um grande número de realizadores de autómatos da primeira metade do século XIX eram mágicos ou criadores, muito inspirados pelo ilusionismo, espectáculo, na época, bastante reputado.

Por entre os grandes mágicos construtores de autómatos, citamos: Jean Eugène Robert-Houdin, pai da magia moderna e Stèvenard, contemporâneo de Robert-Houdin e, talvez, o mais dotado de todos os criadores de autómatos.

Os irmãos Maillardet, quanto a eles, inspirados pelo tema da magia, realizaram autómatos mágicos ou adivinhos com pêndulo.

 

A "idade do ouro" dos autómatos : 1850-1914

Autómata criado por  Decamps

Com a revolução industrial, o autómato, tal como a boneca, torna-se numa indústria. Uma dezena de artesãos, instalados principalmente no bairro do Marais em Paris, realizaram numerosas criaturas com performances, certo, mais modestas do que as primogénitas do século XVIII, mas, talvez mais emplogantes, porque foram inspiradas da vida parisience e do mundo do espectáculo: magia, circo e music-hall.

Por entre os nomes célebres, citamos: Théroude, Phalibois, Lambert, Renou, Roullet-Decamps, Vichy e Bontemps.

A guerra de 1914 - 1918 dará um golpe fatal a esta indústria.

À direita : "O palhaço na lua", um autómato de
Roullet-Decamps.

Animação flash